Saúde, educação, economia, desenvolvimento ambiental... Podíamos continuar a listar as atividades impossíveis de levar a cabo sem energia. É assim para 1,3 milhões de pessoas no mundo que todos os dias vivem sem energia, é este dia-a-dia escuro que a EDP e a ONU, em parceria, têm tentado reverter.
No Quénia têm trabalhado, desde 2009, com os refugiados de Kakuma. Levam energia a 6000 pessoas para que tenham acesso aos mais básicos cuidados, através de uma solução ambiental sustentável.
Em Angola, com o apoio do governo daquele país, o objetivo é criar aldeias solares que se repliquem por vários lugares do mundo. Com recurso a painéis solares — em 2007 foram instalados 505 — a população desta aldeia solar passou a ter acesso a energia a baixos preços. O que, para já, tem permitido impulsionar a economia, fazer a população usufruir dos benefícios das tecnologias da informação e levar cuidados de saúde a pelo menos 500 casas.
Mas é Moçambique que tem sido o grande desafio, onde a energia chega apenas a 20% da população. A ONU e a EDP têm trabalhado de perto com o governo moçambicano de forma a criar uma rede híbrida — solar e biomassa —, mas de uma perspetiva comercial. Isto é, criar uma mini-rede para eletrificação de uma comunidade rural que pretende atrair investidores que comprem energia aos agricultores da aldeia. Assim será possível levar energia limpa a áreas remotas do país ao mesmo tempo que se impulsionam oportunidades de investimento financeiro.
Fonte: Expresso
Foto: Missionários Combonianos