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Lembra-se de McNamara? A Windfloat também surfou ondas de 17 metros
A Windlfoat é uma aposta inovadora da EDP, que levou à construção de uma turbina eólica com tecnologia offshore flutuante.
Lembra-se de McNamara? A Windfloat também surfou ondas de 17 metros

"No mundo há energia para tudo, temos que a ir buscar onde ela está”. António Vidigal, CEO da EDP inovação, vê o mundo desta forma e a EDP renováveis tem esta máxima no seu ADN. Em dezembro de 2011 num projeto de inovação deu um passo que revolucionou a produção de energia, no mar, através do vento.

Portugal tem investido nas energias renováveis de forma ímpar: habituamo-nos a ver painéis fotovoltaicos em campos e turbinas eólicas no meio das montanhas. Mas porquê nas montanhas se há muito mais e mais constante vento no mar? Para dar resposta a esta necessidade a EDP apresentou a Windfloat, uma turbina eólica com tecnologia offshore flutuante.

Flutuante é a palavra chave aqui, através de um sistema de comportas que se vão enchendo de água na base dos três pilares associadas a um sistema de lastro elástico e dinâmico.

Embora seja flutuante, a turbina que se encontra ao largo da praia da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, já deu provas da sua estabilidade. Lembra-se do recorde de McNamara na Nazaré? A Windfloat portuguesa surfou, na mesma altura, ondas de 17 metros. Esta característica permite que a turbina seja instalado longe da costa, não sendo agressiva para a paisagem e onde há muito mais vento. E é aqui que se destaca dos seus concorrentes cujas turbinas só podem ser utilizadas em águas pouco profundas.

Flutuante pode também querer dizer portátil. Sem perfurações, a turbina foi feita e colocada em cima da plataforma em terra, e no fim foi deslocada de barco pelo estuário do Sado até à Póvoa de Varzim.

Aproveitando tecnologias já utilizadas no petróleo e no gás esta plataforma está preparada para receber qualquer turbina, e a EDP já tem um projeto onde estarão em funcionamento três ou quatro turbinas de 6 ou 8 mW.

Ideias e inovações que já lhe valeram o prémio NER300 (30 milhões de euros) que distingue e financia os melhores projetos em energias renováveis. O ano passado, 62% da energia que entrou na rede já foi produzida através de fontes renováveis. António Vidigal afirma ser expectável que “em 2050 a totalidade da energia seja produzida dessa forma”.

Saiba e veja mais neste vídeo.

Fonte: Expresso

 
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