Hoje, pelas 10 horas locais, o Presidente francês, François Hollande abriu formalmente a Cimeira do Clima perante 150 chefes de Estado mundiais, entre os quais o presidente norte-americano, Barack Obama. A partir das 11h00 começaram os trabalhos na tentativa de chegar a acordos e compromissos que preservem o ambiente a nível mundial.
Laurent Fabius, Ministro francês dos Negócios Estrangeiros e principal anfitrião do certame, referiu recentemente que o objectivo primeiro da Cimeira do Clima é o de «alcançar um acordo inter-governamental, universal, ambicioso e juridicamente eficaz, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, que provocam as alterações climáticas e o aquecimento global da Terra».
Mas o governante acrescentou que esse não é o único objectivo, e que «esta é uma grande oportunidade para reunir também outros actores na luta contra as alterações climáticas, como empresas, cidades, regiões, associações e sociedade civil em geral».
Em declarações à rádio TSF, Francisco Ferreira, ambientalista e professor universitário, presença habitual nestes eventos, lembrou que na Cimeira em cima da mesa estará a aprovação de um novo tratado para controlar o aquecimento global do planeta, sendo que o objectivo final é o que cada país tem de fazer para evitar que a temperatura da Terra não ultrapasse os dois graus centígrados até ao final do presente século.
Francisco Ferreira referiu que assistiu este domingo, véspera do início da Cimeira, a dois eventos simbólicos em Paris: milhares de sapatos foram colocados na Praça da República, o local de concentração previsto para a marcha global, a qual não se realizou por motivos de segurança; e outro acto simbólico foi o cordão humano que se formou ligando o trajecto previsto para a manifestação entre a Praça da República e a Praça da Nação.
Em relação às marchas pelo ambiente elas realizaram-se ontem, domingo, um pouco por todo o mundo e em muitas cidades, com destaque para Londres, Roma e Madrid, onde se juntaram dezenas de milhares de pessoas. Em Lisboa os marchantes não foram além de algumas centenas. Ao mesmo tempo, verificaram-se desacatos em Paris promovidos por manifestantes e grupos não identificados, acções que resultaram em centenas de detidos, pois em França não são permitidas manifestações ou protestos em virtude dos atentados terroristas de há duas semanas.
Texto e foto: José Alex Gandum
Fonte: O Instalador