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PROGRAMA
1.º MÓDULO
1.1. ASPETOS GERAIS PLANEAMENTO DO SISTEMA DE RECOLHA DE RESÍDUOS EM PORTUGAL
O dimensionamento do sistema de recolha é um assunto complexo e difícil, obrigando à interação de vários fatores, muitas vezes conflituantes pela sua natureza.
1.2. TIPO DE CONTENTORES E RECOLHA
Análise à estrutura típica de custos de um sistema de recolha municipal dimensão com exploração dos seguintes aspetos:
1) MITOS ASSOCIADOS À RECOLHA DE RESÍDUOS
2) CONSIDERAÇÕES BÁSICAS SOBRE A RECOLHA PORTA-A-PORTA
3) TIPOS DE BALDES E CONTENTORES
4) APLICAÇÃO EFICIENTE DO SISTEMA DE RECOLHA POR SACOS
5) ESTRATÉGIAS DE RECOLHA PARA CONDOMÍNIOS E EDIFÍCIOS DE ELEVADA DENSIDADE POPULACIONAL
6) FUNÇÃO E POSSIBILIDADES DE POUPANÇA DOS CONTENTORES ENTERRADOS
7) INDICADORES DE EFICIÊNCIAS ASSOCIADOS À RECOLHA
CASO PRÁTICO (1) – Recolha de Resíduos em Bairros Históricos
1.3. FREQUÊNCIA DE RECOLHA
A recolha diária de resíduos indiferenciados subsiste em muitas vilas e cidades portuguesas. É uma prática com elevados custos e em contracorrente com aquilo que se passa pelo resto da Europa. Neste módulo serão exploradas alternativas às atuais formas de recolha.
1.4. CIRCUITOS E ROTAS DE RECOLHA
A recolha de resíduos é fundamentalmente um exercício complexo de logística, alocando os meios às quantidades de resíduos a recolher, atendendo à localização de contentores e produtores de resíduos. São ainda muitos os fatores que impactam na produtividade, sendo necessário analisar cada um deles com o devido cuidado.
CASO PRÁTICO (2) – Otimização genérica de circuitos de recolha
2.º MÓDULO
1.5. PREVENÇÃO DA PRODUÇÃO RESÍDUOS
A diminuição da quantidade de resíduos gerados é uma tarefa árdua com resultados difusos e pouco visíveis. Apesar desta constatação, várias experiências internacionais mostram que o poder local pode contribuir decisivamente para a implementação das melhores práticas. O Programa Nacional de Prevenção da Produção de Resíduos, publicado em 2011, contempla algumas dessas medidas, nomeadamente:
• Compostagem Doméstica
• Vermicompostagem
• Viabilidade das Unidades de Compostagem Municipal
• Política de aquisição de bens e serviços locais (Public Procurement)
• Análise à importância dos Ecocentros
Descrição das melhores práticas e respetiva exequibilidade em Portugal, adaptando o que de melhor se faz na Europa (e mais barato) à realidade económica e social do país. Colocação das iniciativas propostas no âmbito das limitações inerentes ao poder local e respetiva capacidade económica e legislativa.
CASO PRÁTICO 3 – Implementação de um Programa de Compostagem Doméstica, meios de financiamento e resultados práticos a obter
1.6. ESTRATÉGIAS PARA O AUMENTO DAS TAXAS DE RECICLAGEM
A recolha dos materiais com valor de mercado (recicláveis, sejam vidro ou embalagens de plástico) é normalmente concessionada a sistemas multimunicipais ou empresas privadas. As Câmaras Municipais não são diretamente recompensadas pelos seus esforços em matéria de separação na fonte dos seus munícipes, surge assim a questão: como alterar práticas e obter taxas de reciclagem acima dos 30% ?
CASO PRÁTICO 4 – Como inovar em matéria de reciclagem, quais as fileiras a explorar e de que maneira motivar a população? Apresentação de exemplos práticos bem-sucedidos em Portugal e na Europa.
Horário:
9:00 - 13:00
14:00 - 18:00
VALOR DAS INSCRIÇÕES:
75€ - Sócios
150€ - Não-sócios
Condições especiais para grupos:
A partir do 2º participante da mesma empresa, beneficie de 15% de desconto por inscrição adicional!
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Notas:
- Valores Isentos de IVA nos termos do nº 10 do artº. 9 do CIVA
- Estes valores incluem documentação de apoio em suporte digital, coffee-breaks e Certificado de Frequência.
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APEA - Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente
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Resumo do curso
A crise financeira e ambiental obriga-nos a repensar a forma como recolhemos e tratamos os resíduos. Fazer “mais com menos” recursos, aumentando a respetiva eficiência e produtividade. Para um número significativo de autarquias, muitas endividadas, as soluções parecem complexas e fora do seu alcance e os quadros técnicos com uma visão clara do problema são escassos, e estão pouco motivados. Apesar da redução (cerca de 7%) da quantidade total de resíduos gerados entre 2010 e 2014, o problema subsiste e as despesas operacionais aumentaram (combustíveis, manutenção, aquisição de contentores, custos de tratamento final) sem que haja contrapartidas financeiras adequadas para além das tarifas cobradas aos munícipes.
A maioria dos concelhos apresenta taxas de reciclagem muito baixas, raramente ultrapassando os 15%, isto após 20 anos de investimento na melhoria da separação na fonte, com milhões de euros gastos em sensibilização. Os cidadãos quando questionados sobre “se reciclam em casa” dão uma resposta positiva, sendo esta uma das formas mais simples, de participação na “causa do ambiente”. Contudo, os resultados estão aquém do expectável sendo importante repensar modelos locais de gestão, em especial alterando a forma como se faz a recolha.
A recolha seletiva por ecopontos, a mais comum nos municípios portugueses, caracteriza-se pela deposição anónima e voluntária. Reside aqui umas das explicações para a baixa taxa de reciclagem, especialmente de embalagens. Nos sistemas de recolha Porta-a-Porta (por ex.. Maia, Funchal) as taxas de separação na fonte são muito superiores com custos competitivos por tonelada recolhida, segundo os dados apresentados. Qual a viabilidade em reproduzir estes modelos nos restantes concelhos?.
Verifica-se ainda que as despesas dos sistemas de gestão são suportadas, de forma desproporcionada pelos utilizadores não-domésticos, sejam os estabelecimentos comerciais, serviços ou mesmo a indústria. Estima-se que estes sejam responsáveis por 20 a 30% de todos os resíduos sólidos urbanos depositados nos contentores. Este é um desafio que urge enfrentar, estabelecer formas tarifária que emprestem maior equidade e justiça aos tarifários.
A ECOGESTUS Lda. desde 2005 que se ocupa da gestão de resíduos, procurando encontrar soluções e uma abordagem ao problema que permita a redução de custos. Os nossos modelos mostram que a introdução de compostagem doméstica, otimização dos circuitos de recola, modelos laborais em função das quantidades de resíduos produzidos, sistemas tarifários inovadores, separação entre produtores domésticos e não-domésticos, … etc., permitem facilmente poupar 15 a 20% do total de custos imputáveis à gestão de resíduos. No caso de um concelho médio de 60.000 habitantes, esta medidas permitem poupar entre 180.000 a 360.000 euros por ano. As autarquias apostadas em melhorar o nível de serviço e simultaneamente reduzir custos, introduziram já alguns dos princípios enunciados, contudo falta-lhes muitas vezes o incentivo certo ou uma política mais arrojada para que possam ir mais além e concretizar algumas medidas técnicas.
Esperamos que as sugestões e medidas preconizadas no decorrer do Curso possam contribuir para a melhoria do desempenho das autarquias nesta matéria.