O preço a pagar pela poluição traduz-se em números: estima-se que na região do Delta do Rio das Pérolas, onde o estudo foi realizado, sejam gastos cerca de 6,7 mil milhões de yuan por ano, em custos médicos e, também, em perdas consequentes de produtividade. Uma das razões pelo facto desta zona ser muito afectada ao nível da poluição atmosférica deve-se às milhares de indústrias que se foram fixando nos últimos trinta anos. No entanto, imagens de satélite mostram que foi entre os anos de 2003 e 2006 – ano da recolha dos dados – que a situação na região do Delta do Rio das Pérolas piorou consideravelmente.
O professor do departamento de medicina comunitária, na Universidade de Hong Kong, Anthony Hedley, afirma mesmo que é estimado “que haja 10 mil mortes atribuídas à poluição atmosférica que poderiam potencialmente ser evitadas”. O professor, que parcialmente conduziu o estudo, salienta ainda que, de facto, as estimativas “são muito conservadoras” e que o preço a pagar pela poluição “é muito alto”.
As soluções apontadas pela equipa de investigadores, para a diminuição da poluição atmosférica, é fazer com que os governos de Macau, Hong Kong e da província continental de Guangdong adoptem medidas de gestão da qualidade do ar, que reforcem padrões da qualidade do ar e que melhorem a informação sobre a qualidade do ar à população.
No caso específico de Hong Kong, aconselha-se também o reforço das medidas para reduzir as emissões dos transportes marítimos e terrestres, uma vez que alguns grupos econ´micos acusam a poluição como factor que está a colocar em causa as potencialidades da cidade para atrair altos quadros empresariais.